quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O que levo de 2016

Assim meio franzino, meio tímido o ano foi surgindo, mais um ano se iniciaria, a sede do novo na vida permeava meu corpo.
Com o passar dos meses, foi mostrando sua cara, deixando suas marcas. Levando o que era velho e não servia mais, trazendo novos desafios, novas sensações, fui reviver sentimentos que nem imaginei ser capaz de sentir outra vez.
 Resgatei a mim mesma que por um tempo andava perdida meio sem rumo. Tentei me encaixar no outro em vão, vão este que reabriu um abismo e eu quase me atirei, me segurei, me controlei e deixei partir. Em contrapartida, entendi minhas vontades, respeitei meus erros, perdoei a mim, como jamais havia feito antes.
Enamorada de mim, deixei a alegria tomar conta da minha vida, empurrando medos e frustrações para debaixo do tapete, desvendando mistérios. Sorri! Sorri leve até mesmo na hora do Adeus. E amei... profundamente, tão profundamente que o presenteei com o voo da liberdade, mesmo que isso me corroesse por dentro, deixei ir. E isso não desmanchou meu riso bobo, das coisas à toa e doces que foi nosso encontro. Intenso e verdadeiro. Verdadeiro a palavra que busquei e questionei o ano inteiro. O que é de fato real? A vista com toda sua parcialidade, ludibria os cegos, que é impossível ver além da margem, não se permite mergulhar no rio perene das relações frutíferas, a superficialidade definindo personalidades. Pobre daquele que não vê a pluralidade da pessoa, se prende a falácia e a maldosas distorções e não se permite tocar a pérola incrustada no interior da ostra.

Aprendi acima de tudo a me preservar e a não me importar mais se não conseguem ter empatia com o meu jeito. Se por vezes, para uns não há beleza em meu sorriso, por mais espontâneo e vivo que seja, não faz mal, algum dia, haverá alguém que fechará os olhos e pensará tão somente nele. Se meu amor pela  literatura e meu apego pela cultura outrora são entediantes e chatos para alguém, para outro pode ser o que há de mais interessante em mim. E se meu linguajar muitas vezes chulo e meu comportamento despretensioso e desapegado de pudores pode para uns ser apenas uma manifestação da vulgaridade,  para outros pode ser a forma mais genuína do meu eu. A questão é que se o outro tem dificuldade de enxergar o meu valor , isso é problema dele e não meu. A paz que eu sinto de expressar tão bem a mim, ninguém me tira e é isso o que verdadeiramente importa.

2016 foi um ano de autoconhecimento, de me aproximar e conhecer pessoas que hoje são mais que essenciais na minha vida, de me abrir para o novo. Quebrei a cara ? Muitas vezes, mas não me arrependo de nada, porque fui entregue a tudo que fiz e me esforcei, viu! E se não deu certo, tenho a consciência limpa que fiz tudo o que estava ao meu alcance e até mesmo arrisquei o impossível.

Assim esse ano se vai, florescendo o melhor de mim deixando o gosto na boca de que 2017 irá me surpreender ainda mais