sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Cecília e seus amores



Cecília acreditava no amor.
Esperava encontrá-lo a qualquer momento
Fazia chuva, fazia sol e lá estava ela
No desatino de sonhar

O tempo passava e de repente Cecília conhecia um rapaz
Perspicaz avaliava se este seria o tão esperado
E por fim era apenas um caso desbaratado

Mas Cecília mesmo triste se punha a trilhar
Ilusões detalhadas de uma paixão fervorosa
E aguardava o desabrochar da flor
Para o mais apto apreciador de seu néctar

Pobrezinha, a andar sempre sozinha
Começava a desanimar
Nenhum varão por ela a se enamorar

Enquanto as outras moçoilas de sua idade
Punham-se a sassaricar
Se deleitando entre os homens
Reféns do bel prazer

Cecília vinha na contramão do mundo
Esperando alguém que a quisesse
Por mais de uma noitada
E assim a esperar e a esperar

Ela já não tão moça
De desilusões mil
Vivia farta de grosseirões a lhe cortejar
Sem nem ao menos perguntar
Como ela está

Já não cabia de tanto esperar
Passava a acreditar
Que amor assim não há

Um belo dia Cecília vinha
A caminhar em plena euforia
Sim, ele viria lhe arrebatar

Atravessou, bem distraída,
Um carro,em plena avenida,
Pôs-se a atropelar

E Cecília jamais pode encontrar
O amor de sua vida
E nunca entendera
O real viver de um carnal prazer
Pobre Cecília




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Carta de amor para ele



Eu sou aquela perdida
Que teima em te amar
Sou a insandecida
Que se afoga no teu toque de ternura

E fecha os olhos de arrepiar 
Do lembrar do teu sorriso

Sou a que te espera
Branquinho
Mesmo sabendo que nunca Virás

Sou o descompasso da realidade
Aquela pertubada do teu silêncio

A que pede a Deus
Em meio a dor fina
Que te traga ,assim de Mansinho,
Para sempre ficar