segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

EXPLICAÇÕES

Nos últimos meses minha vida ficou uma correria, algumas outras complicações sentimentais e por fim os plantões exaustivos... enfim acabei abandonando um pouco o blog, deixei até de criar novos trabalhos, mas agora vou tentar retomar... embora acho que a frequencia das minhas publicações realmente tendem a diminuir, já que vou entrar em um ano decisivo na minha vida!
Me esforçarei o máximo para manter as publicações

bjos

Moleque Destino

Poesia selecionada no VI CLIPP Concurso Literário de Presidente Prudente


Na sua travessura costumeira

Brinca nas nuances do acaso

Muda o rumo da ladeira

Inunda o velho riso raso

 

Levanta a saia da verdade

Da astúcia traiçoeira rouba metade

Rabisca o prumo do poeta

Encurva os pontos da impossível meta

 

Sorrateiramente

Desamarra os sapatos

À razão mente

Subvertendo os fatos

 

Corre, corre e se esconde

E sem fôlego desata a imaginar:

Porque tanto viera a se chamar

Destino.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O poeta sem nome


                             

Ela estava atordoada. Olhara ao redor, não reconhecia nada. Num instante sua mente clareou. Não sabia ao certo se era devaneio ou realidade ofuscante aos olhos.  Eram muros da Universidade do Porto, envolviam-na quase como abraço. Um breve suspiro. Já não podia mais conter em si. Quando ouviu sussurros.

-Mundo: fragmentos oníricos já diziam líricos – Era o poeta sem nome, homem de grande mistério.

              Entreolharam-se. Enamoraram-se. Beijaram-se. Ele desapareceu em brisa. Procurou-o sem sucesso. Refletiu sobre o dito do poeta.  Caminhou pelos imensos corredores. Imaginou-se menina correndo. Rodopiou. Entre livros se escondeu. Partiu. Mas com o mundo refeito em sonho.


Ana Carolina Alencar


Esse texto foi selecionado para fazer parte do ebook do Concurso Literário de Americana que eu participei
O link do ebook:http://www.editoraadonis.com.br/loja/uploads/lv_anexo/7a30122902c9d5c871f4256db5f17930.pdf
                           

             

 

 

 

 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

ECO VAZIO







Cala-te coração

Hoje, casei-me com a solidão

Guardei-me nas minhas desventuras

Pra ver se silencio

Essas doces amarguras


Ana Carolina Alencar

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Divã

Às minhas idéias absurdas
Dedicas suprema atenção
Aos meus devaneios intrépidos
Ouves com parcimônia
E quando penso que se esqueceu de mim
Aguardas, tão somente, eu lembrar de ti

Ana Carolina Alencar

sábado, 5 de maio de 2012

O discurso de Emily D.
Leio a ti 
Como um afásico
Interpreta o universo
Nas tuas cadências próprias
No teu inteiro incongruente
E quando me diz 
Que vais embora
Ignoro tua fala
Porque sei
Que o que queres
É viver eternamente
Junto a mim


Ana Carolina Alencar

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Nota sobre o livro inacabado

Há um mistério em minha vida que não consigo entender. Não sei qual a exata razão para eu tentar escrever um determinado livro desde meus 15 anos e não conseguir acabar... Nesses 10 anos passados foram inúmeras versões, inúmeras pausas e diversos recomeços e não consigo entender porque não consigo finalizar esse projeto.
Tá certo, que nesse meio tempo muita coisa aconteceu. A inspiração que veio e me deu toda força motriz para o começo, hoje parece não ter razão de ser. Nesse caminho , eu criei um enredo, não consegui desenvolver... Algum tempo depois, percebi que estava vivendo o próprio enredo do meu livro e já não fazia sentido algum...  eu tomei um rumo diferente da qual eu queria que a minha personagem tomasse...
Se não bastasse prometi a um professor levar o livro acabado e esse professor morreu e eu ainda não acabei o livro...
E hoje ao ler as páginas escritas só sinto  vazio que não consigo descrever
Mas espero acabar um dia!

Novo trecho - livro Doce Inocência


"A mesa estava posta.(...)um silêncio se instaurou quase que de imediato. O prato era sopa de ervilha! Todos saboreavam e cada colherada havia um mergulho introspectivo. Não era mais como antes! Não eram os mesmos! Muita coisa havia passado diante dos olhos e já não se sabia mais o que estava acontecendo."
Ana Carolina Alencar

sexta-feira, 9 de março de 2012

A chave

Tranquei-me em mim.
 A chave perdeu-se.
Na porta de falsa parede.
Vozes roucas chamam-me.
Finjo não ouvir.
E no silêncio estridente vejo a ti

Ana Carolina Alencar

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O garoto que eu gostava


O GAROTO QUE EU GOSTAVA





Eu gostava dele. Gostava do jeito mais sincero de se gostar. Não era idéia mera, e sim um simples fenômeno sem razão de ser! É estranho como as coisas da vida tomam forma, contornam sua trajetória dando um rumo ao seu caminho sem perguntar para onde se quer ir.

 Foi assim comigo,

 Foi assim com ele

E será assim, há de eterno

Até mesmo quando o sempre deixar de existir.



Eu nunca quis gostar dele, nem sequer o conhecia. Não pedi pra encontrá-lo naquela manhã, jamais imaginei que fosse falar comigo, mas foi o que se sucedeu.O tempo se encarregou de cruzar nossas vidas, deixando que tudo se transformasse em lembranças, as lembranças se alojassem no peito florescendo assim, o sentimento.

Lembro - me como se fosse ontem

 Da primeira vez que o vi chamar por meu nome,

 de quando riamos de uma coisa sem a  menor graça.

Ah !Como eu gostava!

Estar do lado dele era ver o mar encostar ao pé do horizonte.

Era perder o norte,

Um desorientar da orientação!

E assim o tempo foi passando

o mundo em sua órbita

E tudo era estático.

Todo dia ele se despedia

 Com um simples "Até amanhã”

 e eu lhe respondia da mesma maneira . Mas minha mente aturdida se atrelava ao som estridente dessas duas palavras



       Até quando ele irá me dizer somente “Até amanhã”?

  Até quando vou tocar seus lábios apenas ilusoriamente?

Até quando vou avistar seu rosto dentre as milhares de faces que passam por mim?

Até quando? Até quando?

         Assim os dias transcorriam e eu corria atrás deles num descompassar dos passos lamuriantes

Foi na festa de carnaval que as máscaras emaranharam-se e a dele foi abrigar-se longe da minha e se aconchegar no colo de outra.

E então a voz do meu gostar calou-se completamente. Cessou o sorriso e o sonhar.

         Em uma última noite eu não pude nem me despedir e confessar. E ao partir ele não me disse nada, apenas foi. Não diria nada, pois se dissesse seria "Até amanhã", mas já não poderia pronunciar esta frase porque o amanhã já não caberia de existir.

Ana Carolina Alencar

Trecho - Doce Inocência- o livro incompleto


"Em pouco tempo a cena se desfez. Havia muita coisa a se fazer, a mesa deveria estar posta para o jantar, havia algumas matérias a serem estudadas, existia muita coisa a se dizer e novos tempos poderiam surgir..."

Ana Carolina Alencar ( trecho de um livro que estou escrevendo)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Perto Longe de Ti

 Perto Longe de Ti
 Longe Perto de Mim
 Perto Longe de Mim
 Longe Perto de Ti
 Perto de Mim
 Longe de Ti
 Perto de Ti
 Longe de Mim

Ana Carolina Alencar

No Teu Tu

No teu sorriso
Me regozijo
A tua voz
Acalenta minh'alma

No teu passo veloz
Tenho o espaço
De um abraço

Nas tuas estrelas fulgurantes
Enxergo o amor pulsante
E no teu silêncio
Encontro a minha solidão

Ana Carolina Alencar