segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Palhaço

Essa poesia tem um pouco dos meus sonhos e da minha parte Lúdica... Surgiu um tempo depois que um cara que teve digamos certa relevância na minha vida, mas não muita pra ele não se gabar, porque ele vai saber que estou falando dele, compôs uma música sobre palhaço a qual eu gostei muito e ele dedicou essa música pra mim...Fizemos uma longa reflexão a respeito, alguns anos depois saiu a poesia que vocês vão ler:

            Palhaço

            Uma lágrima adorna o teu sorriso
            Foge à face a expressão do sonhar
            A sorrir sempre disposto
            Na arena há razão de amar

            Tens o dom desde menino
            E cresceste como aprendiz
            Despertaste o riso pequenino
            Além da maquiagem tens a cicatriz

            Teus passos errantes ocultam a dor do viver
            Tuas mãos brilhantes e a alegria se faz crescer
            Na poeira da estrada
            Tua sina já traçada

            Teu rosto a traços delicados
            Teu vermelho tão boca
            E teus sapatos desamarrados

            Se um dia teu palco se apagar
            Esvai de ti a força de lutar
            Pois teu ofício não há de trocar

            Jamais deixaria morrer
            A chama que te faz ser
            Palhaço
Ana Carolina Alencar

Ano passado dediquei essa poesia ao meu professor de clown! achei que fazia sentindo no contexto que passamos...

domingo, 30 de janeiro de 2011

Menina, Mulher

Indo na linha da nostalgia vou postar hoje uma das minhas primeiras poesias, em que eu fiz de um modo para poder musica-la depois, ainda não encontrei a pessoa certa pra fazer isso pra mim! Espero um dia encontrar...
Mas, essa poesia é muito especial pra mim porque é de um momento na adolescência em que muitas coisas novas foram despertadas em mim, talvez até mesmo essa vontade de escrever...
Muitas coisas passavam pela minha cabeça amores platônicos, ilusão, sonhos e a vontade de um grande amor!

             Menina, mulher
           
            É nesse jeito de criança
            Que eu vejo os seus traços de mulher
            É nessa  ilusão e esperança
            Que eu vejo que sabe bem o que quer

            É nessa tua carícia
            Que eu enxergo a malícia
            É nessa tua meiguice
            Que me faz te ver mulher

            Meu amor, meu amar
            Minha flor, meu cantar
            A tristeza em seu olhar
            Quero poder afastar

            Espero um dia
            Com você eu estar
            E na sua alegria
            Ver a certeza de me amar

            Meu amor, meu amar
            Minha flor, meu cantar
            A tristeza em seu olhar
            Quero poder afastar

Ana Carolina Alencar

sábado, 29 de janeiro de 2011

Desejo

            Quero um amor
            Que seja tão amor quanto o meu
            Que arda feito desejo no peito

            Quero um amor suave
            Como as pétalas de uma flor
            Mas tão delirante quanto a embriaguez do seu sabor

            Quero-o tão leve, mas fortaleza
            Que diga juras tão enganosas
            Que só assim eu consiga acreditar

            Que me revire e me debruce
            Faça sorrir tantas vezes
            E até chorar, mas nunca me lamentar

            Que seja tão traiçoeiro quanto o destino
            E tão preciso quanto a morte
            Um amor que me faça sonhar
            E seja também chão

            Que seja gota e escorra pelo corpo
            Fazendo de mim a sede do seu mar
            Que escorra entre meus dedos
            E eu jamais esqueça

            Quero um amor tão verdade quanto a mentira
            E quando anoitecer
            Ao se cansar de se criança
            Seja simplesmente amor!

Ana Carolina Alencar

Velho Chico

Essa é uma das mais polêmicas poesias minhas, que tem um enigma que só quem me conhece bem pode descifrar, escondi por muito tempo, pela repercussão entre as minhas amigas, elas sabem do que eu estou falando!
Agora publico porque acho sagaz e não me importo mais com que pensam...
alguns ao ler vão falar: " Tanto mistério pra isso?" outros não vão entender mas quem de fato descifrar vai rir e achar bizzarro como eu posso esconder uma coisa tão óbvia!
Eu só digo é a arte da poesia! ( eu não vou evidenciar o que está escondido)

            VELHO CHICO

            Chico, Velho Chico
            A tua grandeza me fascina
            Indo longe, além do horizonte
            Onde o mar pode te encontrar

            Francisco, meu, Francisco
            Rio perene
            Além mar
            No sertão desse nordeste
            Suas águas vêm banhar
            Caminhando em tuas beiras
            Imagino onde vais chegar
            São, meu São Francisco
            Corre em mim uma tristeza
            O meu destino veio nos separar
Ana Carolina Alencar

Contos de Farpas

            Hoje,
            O cara que não passaria dos cinquenta
            Espera a vinda dos bisnetos
            A moça que não queria casar
            Parte para mais um casamento

            Hoje,
            O príncipe encantado caiu do cavalo
            E suas batalhas não são mais contra dragões
            E sim contra o espelho

            Hoje,
            O palhaço dobra a lona
            E já não tem do que viver
            O ator não encena mais tragédias gregas
            Ensaia só o espetáculo das “contas a pagar”
            O cantor segue a estrada

            Hoje,
            O universo cabe em uma tela
            e a distância se resume algumas teclas
            O amor de juras eternas
            Agora é brisa do mar

            Ontem,
            Acreditava ter o mundo em minhas mãos
            Quando era ele que me tinha entre os dedos


                                      Ana Carolina Alencar

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Adeus

Ouço
Os mesmos passos na estrada
Já nem sei se sou eu
De mão sempre atadas
Meu universo virou breu
Vejo
Na estrada para o horizonte
Muito de mim se perdeu
E o rio desagua aonde ?
O que de fato foi meu?
Sinto
O olhar que outrora desabrochou o sorriso
Desafinar o meu canto
Por discordar do meu juízo
Hoje me acabo em pranto
Degusto
O amargo do beijo seu
No pesadelo que me embebeu
A sua ausência já me sufocou um dia
Hoje sua presença falta não me faria
Como pássaro engaiolado
 Esse amor mora em meu peito
Que nesse dia ensolarado
Já é laço desfeito
Sinto aroma de Adeus 
Deixo-o enfim voar...
Ana Carolina Alencar

Desabafo

Por muito tempo quis esconder os meus textos do mundo, não sei talvez por medo, talvez por vergonha, talvez por receio de que roubassem ou violassem a coisa mais íntima que existe dentro de mim!
Mas hoje, acredito que compartilhar meus textos é dividir um pouco das minhas angústias, sentimentos , amores que sempre guardei pra mim e pros meus amigos íntimos, cada texto meu esconde um segredo no qual divido com poucos ... esse blog além de ser um desafio de me decifrar é a entrega total do que há de mais nobre em mim!

Ana Carolina Alencar

Emoldurado

Você é uma “surpresinha” do meu lanche feliz
E eu sou seu brinde da caixa de cereais
Não é como ganhar na loteria
Nem como o seu “Dia de Princesa”

Mas eu acho que a gente se encaixa
Como peça de quebra-cabeça

Eu não sou um vocalista de Boy Band
Você também não é capa da Playboy
Eu não sou jogador de futebol
Você não é uma diva Pop

Mas acho que a gente combina
Como bandeira de festa junina

Não sou nenhum astro do Rock ''nRoll
Você não é nenhuma musa do carnaval
Não sou nenhum sarado de Reality Show
Você não é atriz da novela das oito

Mas a gente se completa
Tipo Eduardo e Mônica
E o feijão com arroz.
Ana Carolina Alencar